A Fundação Cultural Palmares, sob a gestão do presidente Sérgio Camargo, utilizou a pandemia de Covid-19 como justificativa oficial para cancelar e esvaziar as comemorações do mês de novembro, dedicado à Consciência Negra. A decisão foi amplamente criticada por ativistas e organizações do movimento negro, que apontaram contradição entre o argumento sanitário — adotado apenas para esse evento — e outras atividades presenciais mantidas pelo governo no mesmo período. Marivaldo Pereira acompanhou e denunciou o caso como parte de sua atuação em defesa das políticas de igualdade racial e da preservação das datas e marcos simbólicos do patrimônio cultural afro-brasileiro, que vinham sendo progressivamente esvaziados pela gestão Camargo.
Veículo: Estadão – Coluna do Estadão
Data: Novembro de 2020
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