Após a aprovação do PL Antifacção na Câmara dos Deputados, Marivaldo Pereira — então secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça — disparou críticas contundentes ao texto relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP). Para o petista, a versão final representa um retrocesso ao “desestruturar” a Polícia Federal e retirar recursos da corporação, contrariando o objetivo original do governo Lula de fortalecer o combate ao crime organizado.
“Desde o primeiro momento, o Derrite quis atacar a Polícia Federal. Ele conseguiu dar um golpe na corporação. A intenção sempre foi desestruturar a atuação e o texto ainda retira recursos”, declarou. Marivaldo também criticou o que chamou de seletividade do projeto: na sua avaliação, o texto só atinge o “andar de baixo” da criminalidade, deixando crimes financeiros de alto escalão — como investigações envolvendo os bancos Master e Reag — completamente fora do escopo da lei. “O texto não alcança a Faria Lima. Ele só quis pegar o andar de baixo”, completou. O debate seguiu para o Senado Federal.
Veículo: Política Alagoana
Data: 26 de fevereiro de 2026
